Quanto custa tirar a CNH em 2026: veja os valores e como se planejar para o gasto
Tirar a primeira habilitação exige um investimento considerável entre taxas, autoescola e exames; saiba qual a média de preços atual.
Tirar a primeira carteira de motorista é um marco na vida de muita gente, mas também representa um gasto significativo que precisa entrar no planejamento familiar. Em 2026, os valores para conquistar a CNH passaram por ajustes, acompanhando a inflação e os novos custos operacionais das autoescolas e dos órgãos de trânsito.
O preço total para se tornar um condutor habilitado não é tabelado de forma única para todo o país. O valor final é uma soma de taxas estaduais do Detran, exames médicos e psicológicos, além do pacote de aulas que cada centro de formação de condutores oferece.
Para quem está pensando em começar o processo agora em janeiro, a primeira dica é colocar tudo na ponta do lápis. Dependendo da categoria escolhida — se apenas para carro, apenas moto ou ambas — o investimento pode variar bastante entre os estados brasileiros.
É importante lembrar que o processo tem etapas obrigatórias que não podem ser puladas. Desde as aulas teóricas até a prova prática, cada passo tem o seu custo e, em caso de reprovação, taxas extras podem ser cobradas para uma nova tentativa.
Abaixo, detalhamos a média de preços praticada este ano e o que você deve levar em conta antes de fechar contrato com uma autoescola para evitar surpresas desagradáveis no meio do caminho.
Composição dos custos da habilitação em 2026
Para entender o valor final, precisamos dividir o gasto em três partes principais. A primeira são as taxas do Detran, que incluem a emissão do documento, o registro nacional e as taxas de exame. Esses valores são fixados por cada estado e sofrem reajustes anuais.
A segunda parte envolve os exames médicos e psicotécnicos. Esses testes são feitos em clínicas credenciadas e o pagamento costuma ser realizado diretamente ao profissional no dia da consulta. Eles servem para atestar se o futuro motorista tem condições físicas e mentais de assumir o volante.
Por fim, temos a maior fatia do investimento: o curso na autoescola. Este valor engloba as aulas teóricas, o simulador (quando exigido ou oferecido) e as aulas práticas na rua. Como as empresas são privadas, existe uma variação de preço entre elas, o que permite ao aluno pesquisar a melhor oferta.
Em média, para tirar a CNH na categoria B (carro), o brasileiro está desembolsando entre R$ 2.500 e R$ 3.800, dependendo da região. Já para a categoria A (moto), os valores costumam ser um pouco menores, girando entre R$ 1.800 e R$ 2.600.
Diferenças de preço entre categorias e estados
Se o seu objetivo é tirar as duas habilitações ao mesmo tempo (A e B), o valor total costuma ter um desconto progressivo nas autoescolas. Fazer o processo conjunto sai mais barato do que tirar uma hoje e outra daqui a um ano, pois você aproveita o mesmo curso teórico e alguns exames.
A localização geográfica também pesa muito no bolso. Estados com custos operacionais mais altos, como São Paulo e Rio de Janeiro, tendem a ter taxas e mensalidades de autoescolas mais elevadas do que estados do interior ou da região Nordeste, por exemplo.
Além disso, algumas cidades possuem taxas de serviços públicos mais salgadas. Por isso, não se assuste se um amigo que mora em outro estado pagou um valor muito diferente do seu; as tabelas dos Detrans são independentes e variam conforme a legislação local.
Vale pesquisar também se o seu estado oferece programas como a CNH Social. Esses projetos são voltados para pessoas de baixa renda e permitem tirar o documento de forma gratuita, cobrindo todas as taxas e aulas. É uma oportunidade incrível para quem precisa da carteira para trabalhar, mas não tem o recurso disponível agora.
Gastos extras e taxas de reprovação
Um ponto que muita gente esquece de considerar no orçamento são as possíveis reprovações. Se o aluno não passar na prova teórica ou na prática, ele precisará pagar uma taxa de reexame para o Detran e, muitas vezes, uma taxa de aluguel do veículo para a autoescola.
Essas taxas de reteste podem custar entre R$ 150 e R$ 400, dependendo do contrato assinado com a escola. Por isso, a dedicação nas aulas é o melhor caminho para economizar. Focar bem no aprendizado evita que o processo se estenda e que novos boletos apareçam.
Outro gasto opcional, mas comum, são as aulas extras. Se você sente que ainda não está totalmente seguro para o exame prático, contratar algumas horas a mais de volante pode ser um investimento inteligente para garantir a aprovação de primeira e evitar o gasto maior do reexame.
É fundamental ler atentamente o contrato da autoescola antes de assinar. Verifique se o valor acordado já inclui todas as aulas obrigatórias e o uso do veículo no dia do exame, ou se haverá cobranças posteriores por fora. A transparência no início evita brigas no futuro.
Como economizar e facilitar o pagamento
A maioria das autoescolas hoje já oferece condições facilitadas, como o parcelamento no cartão de crédito em até 12 vezes ou o pagamento via boleto bancário. Algumas empresas dão descontos generosos para quem consegue pagar o valor total à vista, o que pode render uma boa economia.
Outra dica é ficar de olho em promoções sazonais. Muitas escolas fazem “feirões” no início do ano ou em datas específicas para atrair novos alunos. Aproveitar esses momentos pode reduzir o custo final em 10% ou 15%, o que já ajuda bastante no orçamento doméstico.
Além disso, junte-se a amigos ou familiares que também queiram tirar a CNH. Muitas vezes, fechar um “pacote de grupo” com a autoescola permite negociar um valor melhor para todos. A concorrência entre as empresas é grande, então o poder de barganha está nas mãos do consumidor.
No final das contas, o custo da CNH em 2026 deve ser visto como um investimento profissional e pessoal. Com o documento em mãos, novas oportunidades de emprego surgem e a rotina ganha muito mais agilidade. Com planejamento e pesquisa, esse sonho cabe no bolso sem sufocar as suas finanças.




