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Pente-fino do INSS em 2026: saiba quem será convocado para a revisão de benefícios

Governo intensifica auditoria para identificar pagamentos indevidos e foca em segurados que não passam por perícia há mais de dois anos.

O ano de 2026 começa com um alerta importante para milhões de segurados do INSS. O governo federal confirmou a continuidade da ampla revisão de benefícios, popularmente conhecida como pente-fino, com o objetivo de auditar pagamentos e combater possíveis irregularidades ou fraudes no sistema previdenciário.

Diferente de anos anteriores, a tecnologia agora é a principal aliada do instituto. O cruzamento de dados entre diferentes bases governamentais está mais refinado, permitindo identificar rapidamente inconsistências em cadastros ou sinais de que a incapacidade para o trabalho pode ter deixado de existir.

Para o segurado que depende do benefício, esse processo pode gerar ansiedade, mas é fundamental manter a calma. A revisão é um procedimento previsto em lei e, se você realmente preenche os requisitos e mantém sua documentação atualizada, as chances de manter o pagamento são totais.

O foco central desta etapa está nos benefícios por incapacidade de longa duração. O INSS quer verificar se o quadro de saúde do cidadão ainda justifica o afastamento do trabalho ou se houve uma recuperação que permita o retorno à atividade profissional ou a reabilitação.

Estar bem informado sobre as formas de convocação e os critérios de isenção é a melhor defesa contra qualquer susto. O planejamento e a organização dos laudos médicos são os passos iniciais para atravessar essa fase de auditoria sem interrupções nos depósitos mensais.

Quem está na mira do pente-fino este ano

Os grupos prioritários para a revisão em 2026 incluem, principalmente, os beneficiários do auxílio-doença (auxílio por incapacidade temporária) e da aposentadoria por invalidez (aposentadoria por incapacidade permanente) que não realizam perícia médica há mais de 24 meses.

Também estão sendo observados os casos de BPC/LOAS onde houve alteração na composição da renda familiar que ultrapasse os limites permitidos. O sistema busca por indícios de que o beneficiário voltou a trabalhar formalmente ou que a renda por pessoa da casa subiu consideravelmente.

Vale destacar que o pente-fino também analisa o auxílio-acidente e pensões que apresentem dados divergentes no sistema. Se você recebe algum desses benefícios e sente que seu cadastro está desatualizado, o ideal é regularizar a situação antes mesmo de ser chamado.

Grupos que estão isentos da revisão

Nem todo mundo precisa se preocupar com as convocações. A lei garante proteção a certos grupos que, pela idade ou tempo de benefício, já possuem o pagamento considerado definitivo. Em 2026, as regras de isenção para aposentados por invalidez são claras:

  • Segurados que já completaram 60 anos de idade.
  • Segurados com 55 anos ou mais que recebem o benefício há pelo menos 15 anos.
  • Pessoas com diagnóstico de HIV/Aids, que possuem regras específicas de proteção contra revisões constantes.

Para quem se encaixa nessas categorias, o benefício é vitalício e não exige novas perícias médicas periódicas. Se você receber qualquer mensagem de convocação e fizer parte desse grupo, procure orientação jurídica, pois pode haver um erro administrativo no sistema.

Como o INSS faz a convocação oficial

A comunicação do INSS pode chegar de várias formas, e é essencial ficar atento a cada uma delas. A forma mais comum é através do extrato de pagamento no banco, onde aparece uma mensagem avisando sobre a necessidade de agendar uma perícia.

Além disso, o instituto envia notificações pelo aplicativo ou site Meu INSS, cartas simples pelos Correios para o endereço cadastrado e até mensagens de texto (SMS). Em casos onde o segurado não é localizado, a convocação pode ser feita por edital no Diário Oficial da União.

Uma dica de segurança: o INSS nunca pede depósitos de dinheiro para “limpar o nome” na revisão ou garantir o benefício. Se receber uma ligação pedindo pagamentos ou senhas, desligue imediatamente, pois trata-se de um golpe.

O que levar no dia da perícia médica

Se você for convocado, o sucesso na manutenção do benefício depende da qualidade das provas que você apresentar ao perito. Não basta apenas levar documentos antigos; é preciso apresentar um laudo médico atualizado, emitido nos últimos três ou seis meses.

O laudo deve conter o diagnóstico detalhado, o código da doença (CID) e, principalmente, a descrição de como aquela condição impede você de exercer sua profissão. Exames de imagem recentes, receitas de medicamentos e relatórios de fisioterapia ou outros tratamentos também ajudam a comprovar a continuidade da doença.

Se o perito entender que você ainda não tem condições de trabalhar, o benefício será mantido. Caso haja uma negativa injusta, o segurado tem o direito de entrar com um recurso administrativo ou buscar a Justiça para garantir a continuidade dos seus pagamentos.

Janaína Silva

Amante da leitura desde sempre, encontrei nas palavras um refúgio e uma forma poderosa de expressão. Escrever é, para mim, uma paixão que se renova a cada página, a cada história contada. Gosto de transformar ideias em textos que tocam, informam e inspiram. Entre livros, pensamentos e emoções, sigo cultivando o prazer de comunicar com autenticidade.

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