Bolsa Família cortado: novidade nas regras coloca em xeque o benefício de MUITOS brasileiros
Mudanças recentes nas regras do Bolsa Família atingem milhares de beneficiários; entenda os novos critérios e quem corre risco.
O governo anunciou recentemente novas mudanças no programa Bolsa Família, que visam aprimorar a gestão e o controle dos benefícios. Essas alterações, já em vigor, afetam principalmente as famílias unipessoais, ou seja, aquelas formadas por uma única pessoa.
As novas regras trazem uma exigência importante: uma entrevista domiciliar obrigatória para quem vive sozinho e deseja continuar recebendo o benefício em dia.
Tais mudanças estão sendo implementadas com o objetivo de garantir que as informações fornecidas pelos beneficiários sejam precisas e verídicas. A entrevista domiciliar será uma parte fundamental da Averiguação Cadastral de 2025 e será aplicada, inicialmente, aos novos beneficiários unipessoais.

Mudanças no cadastro e verificação do Bolsa Família
As novas regras buscam assegurar que os recursos do programa sejam destinados às pessoas que realmente necessitam. Com isso, o governo pretende reduzir fraudes e melhorar a distribuição dos recursos.
A medida também visa trazer mais transparência ao programa e aumentar a eficiência do processo de concessão dos benefícios. Ainda não está claro como será o processo para aqueles que já estão no programa, mas que ainda não passaram por essa verificação.
A verificação das informações é uma das principais preocupações do governo, especialmente para as famílias unipessoais. Esses beneficiários agora precisam passar por uma entrevista domiciliar para confirmar os dados cadastrados no sistema.
É importante observar que a exigência de entrevista domiciliar não se aplica a comunidades indígenas, quilombolas ou pessoas em situação de rua. Tais grupos têm exceções quanto à nova medida. No entanto, todas as outras famílias unipessoais precisarão se adequar à nova regra.
Como dito, o Ministério do Desenvolvimento Social ainda está definindo como será o processo para os beneficiários que já recebem o auxílio. A ideia é que todos os inscritos passem por um procedimento que valide suas informações, reduzindo erros e fraudes.
Saiba mais: Fraudes com cartão Bolsa Família dão cadeia: entenda BOMBA envolvendo benefício!
Renda e frequência escolar influenciam os benefícios
Outro ponto importante das novas regras é a exigência de que os alunos de seis a 15 anos mantenham uma presença mínima de 85% nas aulas. Já os jovens de 16 a 17 anos devem frequentar as aulas pelo menos 75% do tempo. Isso acaba incentivando a permanência escolar e o compromisso com a educação.
A renda também é um fator determinante para a elegibilidade ao Bolsa Família. Para receber o benefício, a renda per capita da família deve ser inferior a R$ 218 mensais. Exemplo: se uma pessoa recebe o salário mínimo de R$ 1.518 e tem 7 membros na casa, ela é elegível, pois a renda per capita é de R$ 216.
Há também uma “regra de proteção” para famílias que, embora tenham sua renda aumentada, continuam abaixo de meio salário mínimo por pessoa. Nesse caso, o beneficiário continuará recebendo 50% do valor do benefício por até dois anos, mesmo após conseguir um emprego.
Em geral, as novas regras visam aumentar a eficiência do programa e assegurar que os recursos sejam direcionados de maneira justa para as famílias mais necessitadas. A medida de exigir a frequência escolar também tem o intuito de incentivar a educação, um dos pilares para o futuro dessas crianças e jovens.
Veja também: Confirmado aumento de R$ 150 no Bolsa Família: confira os critérios para receber e consulte!