Antes de solicitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC), é crucial conhecer três requisitos essenciais que determinam a elegibilidade ao auxílio.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) passou por mudanças importantes em 2025, com novas exigências para pessoas com deficiência e idosos que dependem deste auxílio. O objetivo é melhorar a distribuição do benefício e assegurar que ele chegue a quem realmente precisa.
Para manter o BPC, os beneficiários precisam atender a três requisitos principais. Estas mudanças estão em vigor desde janeiro e buscam melhorar a precisão na concessão do benefício. A apresentação de laudo médico atualizado, atualização do CadÚnico e novo cálculo de renda estão em jogo.
Tais requisitos foram implementados para assegurar que os recursos do programa sejam destinados às pessoas que realmente se encontram em situação de vulnerabilidade. No entanto, essas novas condições podem gerar dificuldades para alguns beneficiários, que terão que se adaptar às exigências.

Obrigatoriedade do laudo médico e CadÚnico atualizados
Uma das grandes mudanças para o BPC em 2025 é a exigência de um laudo médico atualizado, com a Classificação Internacional de Doenças (CID). Ademais, o laudo médico deve ser emitido por um profissional credenciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por uma instituição conveniada.
Se o beneficiário já recebe o BPC, ele terá que apresentar esse laudo sempre que o governo solicitar. Caso contrário, o pagamento do benefício poderá ser suspenso, interrompendo uma ajuda financeira importantíssima para o dia a dia.
Para quem vive em regiões com acesso limitado a serviços de saúde, essa exigência pode ser um grande obstáculo. Assim, é importante que os beneficiários fiquem atentos à necessidade de atualizar seus documentos.
Outro requisito importante para continuar recebendo o BPC é a atualização obrigatória do CadÚnico. Até 2025, os beneficiários devem realizar essa atualização a cada dois anos. Caso o CadÚnico não seja atualizado no prazo estabelecido, o pagamento será suspenso até que a situação seja regularizada.
Para algumas famílias, essa atualização pode ser um desafio, especialmente se tiverem que se deslocar até um CRAS. Com isso, o governo anunciou que pretende oferecer opções digitais para facilitar a atualização do CadÚnico, mas a falta de acesso à internet pode ser um impedimento.
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Mudanças no cálculo da renda familiar per capita
Por fim, a renda familiar per capita continua sendo um critério fundamental para a concessão do BPC. Porém, em 2025, algumas mudanças foram feitas. O cálculo agora exclui os benefícios previdenciários de até um salário mínimo e as rendas provenientes de programas de aprendizagem.
Para que o benefício seja concedido, a renda familiar per capita precisa ser igual ou inferior a um quarto do salário mínimo. Atualmente, com o salário mínimo fixado em R$ 1.518, o limite de renda por pessoa deve ser de R$ 379,50.
Todas essas alterações podem beneficiar algumas famílias que antes não tinham direito ao BPC. Ainda assim, o novo cálculo pode gerar confusão para aqueles que não sabem como calcular corretamente a sua renda.
Por esses motivos, é de suma importância que os beneficiários busquem orientação em unidades do CRAS ou com assistentes sociais para que não enfrentem problemas na comprovação da renda.
Vale lembrar que o governo decidiu conceder o BPC mesmo àquelas pessoas que apresentam deficiência de grau leve. Se a condição for incapacitante para o trabalho, isso é o que vale para o Governo Federal e os peritos do INSS.
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