A primeira edição do Women’s International Football Summit (Wifs) foi realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, na segunda (14) e na terça-feira (15). O encontro colocou em pauta a expansão, o crescimento e a visibilidade do futebol feminino.
Passaram pelo evento atletas e representantes de federações, de clubes, de patrocinadores e de entidades que trabalham pelo desenvolvimento do esporte. A realização coube à Conferência de Futebol (Confut), plataforma global de negócios do setor.
Agenda marcada pela Copa de 2027
A cúpula ocorreu a menos de um ano do Mundial feminino, que o Brasil vai receber em 2027. A proximidade do torneio deu o tom das conversas.
Nos dois dias de programação, os participantes dividiram experiências e colocaram na mesa propostas para fazer a modalidade avançar. Gestão, bastidores, comunicação e enfrentamento à violência contra a mulher estiveram entre os assuntos.
A escolha do país como sede da competição de 2027 é anterior ao encontro e serviu de pano de fundo para os debates sobre estrutura e mercado.
Comunicação em transformação
Na tarde de terça-feira, um dos painéis tratou das mudanças na cobertura do esporte praticado por mulheres. A mesa levou o título Comunicação do futebol feminino em transformação: novos formatos, plataformas e narrativas.
Compuseram o debate a fotojornalista esportiva Lívia Villas Boas, a fundadora do Donas FC, Suleima Sena, e a diretora-executiva da NO MORE, fundação global que atua pelo fim da violência doméstica e sexual. Também participou Rachel Motta, jornalista, historiadora e comentarista esportiva.
Para Rachel Motta, encontros desse porte ampliam a visibilidade da modalidade e aproximam quem atua há muitos anos na área, da gestão de clubes à cobertura jornalística.
Gerações do futebol de mulheres
Outra mesa, chamada Futebol feminino entre gerações: experiências, conquistas e novos horizontes, teve moderação de Marion Kaplan, presidente da Bancada Feminina do Flamengo. Sentaram-se ao lado dela Renata Armiliato, gerente de Futebol Feminino do Internacional, e a jornalista Marília Arrigoni.
“Ter um espaço dedicado a debater o futebol de mulheres brasileiro com personalidades do meio era algo muito esperado por quem cobre a modalidade, principalmente no Rio de Janeiro em que havia uma carência de eventos desse tipo”, disse Marília Arrigoni.
“Além de suprir essa necessidade, o Wifs mostra os passos evolutivos que o futebol feminino vem dando. Foi muito especial falar da experiência de cobre e ouvir as especificidades de quem atua na gestão. Que seja o primeiro de muitos”, completou a jornalista.
