A seleção brasileira feminina de vôlei garantiu vaga na Olimpíada de Los Angeles 2028 no domingo (13), ao vencer de forma invicta o Torneio Pré-Olímpico Sul-Americano, no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A Amarelinha levou a melhor sobre a Argentina por 3 sets a 0 (26/24, 25/19 e 25/16), no último confronto da competição de pontos corridos.
Sem perder um set sequer no torneio, o Brasil garantiu o 24º título continental e segue como o maior vencedor da competição. A seleção brasileira é a sexta equipe garantida em Los Angeles 2028, ao lado de Estados Unidos (por sediar a Olimpíada), Turquia, Egito, Tailândia e Canadá.
“Não tem emoção maior do que conseguir classificar para os Jogos Olímpicos, é o ápice de todo atleta, ainda mais dentro de casa com essa torcida maravilhosa. Não foi um jogo fácil. No primeiro set a gente conseguiu deixar aquele nervosismo de lado, alguns altos e baixos. Mas assim, a equipe está de parabéns, atletas, comissão técnica, as jogadoras que fizeram diferença”, comemorou a ponteira Gabi, maior pontuadora do lado brasileiro, com 13 acertos, em depoimento à TV Globo logo após a conquista.
Reviravolta no primeiro set
A primeira parcial foi de longe a mais tensa da final: a Argentina chegou a abrir 13 a 0 no placar, até que o técnico José Roberto Guimarães pediu tempo para tentar parar a sequência adversária. Com as arquibancadas lotadas empurrando o time, as brasileiras buscaram a virada e fecharam o set em 26 a 24. A partir do segundo set, as brasileiras dominaram a partida, abrindo vantagem de 12 a 8; Júlia Bergmann, segunda maior pontuadora da equipe com 12 acertos, entrou no lugar de Ana Cristina e ampliou o placar, que foi fechado em 25 a 19 com um ace de Gabi.
No início da terceira parcial, a Argentina chegou a abrir 5 a 2, mas o Brasil se recuperou rapidamente. Em um lance que arrancou aplausos da torcida, Gabi defendeu com o pé uma bola que parecia perdida. A Amarelinha virou o placar e seguiu soberana até fechar em 25 a 16, selando a vitória por 3 sets a 0 e a vaga olímpica.
“A gente tem dois anos de tranquilidade para conseguir trabalhar, desenvolver esse grupo que tem mostrado uma força muito grande. E o que a gente mais quer é o ouro. A gente bateu na trave em alguns momentos mas a equipe tem mostrado o potencial que tem e eu tenho certeza que a gente vai conseguir no Mundial [2027] e na Olimpíada chegar no lugar mais alto”, projetou Gabi.
Vitória sobre o Chile abriu caminho na véspera
No sábado (12), o Brasil havia derrotado o Chile por 3 sets a 0 (25/13, 30/28 e 25/11), ficando a uma vitória de garantir a presença olímpica. A maior pontuadora daquela partida foi Júlia Bergmann, com 12 ataques e um bloqueio. O Brasil controlou o primeiro set, mas teve dificuldades na segunda parcial e chegou a ficar atrás no placar por 23 a 19; mesmo assim, a equipe anulou quatro set points do Chile até virar e fechar em 30 a 28, para depois impor ritmo na terceira parcial com boas atuações de Gabi e Tainara.
Aquela vitória deixou o Brasil na liderança do Sul-Americano, com 12 pontos, seguido pela Argentina (11) e pela Colômbia (4) — as três primeiras equipes do torneio garantiram vaga também no Pan-Americano e no Mundial de 2027. Antes da decisão de domingo, Brasil e Argentina chegavam invictos na competição, embora o Brasil levasse vantagem por não ter perdido nenhum set em quatro jogos, enquanto a Argentina havia vencido a Colômbia por 3 sets a 2, decidido no tie-break.
Campanha completa das duas seleções
O Brasil venceu todos os jogos da fase de pontos corridos por 3 sets a 0: Venezuela (25/14, 25/13 e 25/19) em 8 de setembro, Peru (25/16, 25/16 e 25/15) em 9 de setembro, Colômbia (25/19, 25/18 e 36/34) em 10 de setembro e Chile (25/13, 30/28 e 25/11) em 12 de setembro.
A Argentina teve uma campanha com mais oscilações: venceu o Peru por 3 sets a 1 (20/25, 25/15, 25/28 e 27/25) em 8 de setembro, a Colômbia por 3 sets a 2 no tie-break (27/29, 25/11, 21/25, 25/23 e 15/8) em 9 de setembro, o Chile por 3 sets a 0 (25/21, 25/18 e 25/17) em 10 de setembro e a Venezuela também por 3 sets a 0 (25/23, 25/20 e 25/21) em 12 de setembro. Antes da conquista deste domingo, a seleção brasileira somava 23 títulos sul-americanos, os últimos 15 deles consecutivos.
