Saiba como evitar o bloqueio do Bolsa Família por falta de frequência escolar
Regras de frequência escolar ficam mais rígidas para beneficiários do Bolsa Família em 2026
Meta description: Entenda as regras de frequência escolar do Bolsa Família em 2026, o limite de faltas permitido e como regularizar o benefício em caso de bloqueio.
O Bolsa Família não é apenas um auxílio financeiro; é um pacto entre o governo e as famílias para garantir que a próxima geração tenha mais oportunidades. Em 2026, o acompanhamento da frequência escolar está ainda mais rigoroso, pois o objetivo é combater a evasão escolar que aumentou nos últimos anos.
Para crianças de 4 a 5 anos, a exigência é de, no mínimo, 60% de presença nas aulas. Já para os alunos entre 6 e 18 anos incompletos, o sarrafo sobe: é necessário comparecer a pelo menos 75% das atividades escolares. Se esses índices não forem atingidos sem uma justificativa médica ou legal, o benefício pode entrar em uma fase de advertência e, posteriormente, ser suspenso.
Essa regra existe porque a educação é a principal ferramenta de transformação social. Quando uma criança deixa de frequentar a escola, ela perde muito mais do que o conteúdo das matérias; ela perde a segurança alimentar garantida pela merenda e o acompanhamento pedagógico que pode identificar outros problemas de saúde ou convivência familiar.
O que fazer se o aluno precisar faltar
Imprevistos acontecem, e o sistema está preparado para entender situações excepcionais. Se o seu filho ficou doente ou precisou faltar por um motivo grave, é essencial levar um atestado médico ou um comprovante da situação para a secretaria da escola. A instituição de ensino é a responsável por lançar essas justificativas no sistema do Ministério da Educação.
Muitas famílias descobrem o bloqueio do benefício e não sabem o motivo, e muitas vezes a causa é uma sequência de faltas não justificadas. O ideal é que os pais acompanhem de perto o boletim de presença e conversem com os professores. Se houver dificuldades de aprendizado ou de transporte que estejam causando o desânimo do aluno, o CRAS pode ajudar a encontrar soluções.
Manter a escola informada sobre qualquer mudança é o melhor caminho. Se a família mudar de cidade ou o aluno mudar de colégio, o responsável deve informar imediatamente o novo vínculo escolar ao gestor do Cadastro Único. Sem essa atualização, o sistema pode entender que a criança parou de estudar, disparando o processo de cancelamento do auxílio.
Acompanhamento de saúde também é obrigatório
Além da escola, o Bolsa Família exige que as famílias mantenham a saúde em dia. Isso inclui seguir o calendário nacional de vacinação e realizar o acompanhamento do peso e altura de crianças menores de 7 anos. Para as gestantes, a realização do pré-natal completo é indispensável para a manutenção do pagamento.
Essas chamadas “condicionalidades” são monitoradas duas vezes por ano. Os postos de saúde costumam fazer mutirões de pesagem para as famílias do Cadastro Único, e é fundamental não perder essas datas. Caso a família esqueça de passar pela pesagem ou de atualizar a caderneta de vacinação, o sistema gera uma pendência que bloqueia o saque do dinheiro.
A lógica é simples: o governo oferece o suporte financeiro, e a família se compromete com o futuro das crianças e com a própria saúde. Ao cumprir essas exigências, o beneficiário garante não apenas o dinheiro na conta todo mês, mas também a certeza de que seus filhos estão crescendo com saúde e aprendizado adequados.



