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Prazo para devolver parcelas do auxílio emergencial recebidas indevidamente chega ao fim

Beneficiários que não se enquadravam nas regras do programa devem realizar a devolução dos valores para evitar multas, cobranças judiciais e problemas com o CPF.

O Governo Federal emitiu um alerta importante para milhares de brasileiros que receberam parcelas do Auxílio Emergencial sem atender aos critérios exigidos na época do programa. O prazo para a regularização voluntária está chegando ao fim, e quem não devolver os valores pode enfrentar complicações sérias com os órgãos de fiscalização.

Muitas pessoas acabaram recebendo o benefício por erro no sistema ou por estarem com dados desatualizados no cadastro. No entanto, o cruzamento de informações realizado pelo Ministério da Cidadania e pela Receita Federal identificou quem estava trabalhando formalmente ou possuía renda acima do limite permitido enquanto recebia o auxílio.

A notificação para a devolução geralmente chega por mensagem de texto (SMS) ou através de avisos nos aplicativos oficiais. Ignorar essas mensagens não faz a dívida desaparecer; pelo contrário, pode levar o nome do cidadão para a Dívida Ativa da União, dificultando a vida financeira de forma permanente.

Regularizar essa situação agora em janeiro de 2026 é a melhor maneira de começar o ano com o nome limpo e sem pendências com o fisco. O processo foi simplificado para que qualquer pessoa consiga gerar a guia de pagamento e resolver a pendência sem precisar sair de casa ou enfrentar filas em agências bancárias.

Como saber se você precisa devolver o dinheiro

A dúvida de muitos é saber se o seu caso específico exige a devolução. O critério principal é a renda anual. Se ao declarar o Imposto de Renda, o contribuinte percebeu que seus rendimentos tributáveis (salários, aposentadorias, aluguéis) ultrapassaram o teto estabelecido, o valor do auxílio recebido por ele ou por seus dependentes deve ser restituído.

Além disso, pessoas que passaram em concursos públicos, conseguiram emprego com carteira assinada ou passaram a receber benefícios previdenciários no mesmo período do auxílio também estão no radar do governo. O sistema de cruzamento de dados hoje é muito eficiente e identifica essas inconsistências com precisão.

Se você recebeu o SMS oficial do governo, é um sinal claro de que há uma divergência no seu CPF. O texto costuma conter o número do CPF do beneficiário e um link oficial terminado em “.gov.br” para que a consulta seja feita de forma segura e direta no portal do Ministério.

O passo a passo para realizar a devolução

Para quem deseja andar em dia com a lei, o procedimento é feito através da emissão de uma GRU (Guia de Recolhimento da União). O interessado deve acessar o site oficial de devolução do Auxílio Emergencial e informar o CPF. O sistema já calcula o valor exato que precisa ser devolvido, incluindo as parcelas específicas.

Após gerar a guia, o pagamento pode ser feito em qualquer banco, casa lotérica ou através do aplicativo do seu banco pelo celular, usando o código de barras ou o Pix. É fundamental guardar o comprovante de pagamento, pois ele é a sua garantia de que a dívida foi quitada caso ocorra qualquer erro de processamento futuro.

É importante ressaltar que não existe parcelamento para a devolução do auxílio recebido indevidamente. O valor deve ser pago de forma integral através da guia gerada. Por isso, quanto antes o cidadão se organizar financeiramente para quitar esse débito, menor será o impacto acumulado de possíveis multas.

Consequências de não regularizar a situação

Deixar para depois ou simplesmente ignorar o aviso de devolução pode trazer problemas que vão muito além de uma simples dívida. O CPF do cidadão pode ficar em situação “irregular” ou “pendente de regularização”, o que impede a renovação de passaportes, a participação em concursos e até a contratação de empréstimos e financiamentos.

Além disso, o valor devido pode ser descontado de futuros benefícios que o cidadão tenha direito a receber do governo, como a restituição do Imposto de Renda. Em casos mais graves, a União pode iniciar um processo de cobrança judicial, onde os custos com advogados e custas processuais acabam tornando a dívida muito mais cara.

Estar com o nome limpo perante o Governo Federal é uma questão de cidadania e segurança. No cenário atual, onde os sistemas estão todos interconectados, qualquer pendência desse tipo acaba aparecendo em momentos cruciais da vida profissional e pessoal, causando constrangimentos desnecessários.

Cuidado com golpes e mensagens falsas

Com o anúncio do fim do prazo, criminosos costumam se aproveitar da situação para enviar mensagens falsas com links de boletos falsificados. Fique atento: o governo nunca solicita pagamentos via transferência direta para contas de pessoas físicas ou através de links que não terminem em .gov.br.

Se você receber uma mensagem suspeita pedindo seus dados bancários ou senhas para “cancelar a dívida”, desconfie imediatamente. O único caminho oficial é o portal de devolução do Ministério da Cidadania. Na dúvida, procure uma unidade do CRAS ou uma agência da Caixa Econômica Federal para se informar sobre a veracidade da cobrança.

Aproveite estas últimas semanas para verificar sua situação. Resolver essa pendência traz a tranquilidade necessária para focar nos seus planos de 2026, garantindo que nenhum erro do passado atrapalhe seu presente e sua dignidade financeira.

Janaína Silva

Amante da leitura desde sempre, encontrei nas palavras um refúgio e uma forma poderosa de expressão. Escrever é, para mim, uma paixão que se renova a cada página, a cada história contada. Gosto de transformar ideias em textos que tocam, informam e inspiram. Entre livros, pensamentos e emoções, sigo cultivando o prazer de comunicar com autenticidade.

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