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Novas regras do empréstimo consignado inss em 2026: saiba como fica a sua margem

Veja as novas regras do empréstimo consignado INSS para 2026. Entenda o cálculo da margem de 45%, o novo limite de crédito para quem ganha o mínimo e o teto de juros.

O início de 2026 trouxe novidades importantes para quem utiliza o crédito consignado como uma ferramenta de organização financeira. Com o novo salário mínimo fixado em R$ 1.621, a margem disponível para empréstimos subiu automaticamente. Isso acontece porque o limite de quanto você pode comprometer do seu benefício é calculado com base no valor total que você recebe.

Para muitos aposentados e pensionistas, esse reajuste funciona como um “destravador” de crédito. Mesmo quem já estava com a margem totalmente ocupada no ano passado pode encontrar um novo fôlego agora, já que o aumento do salário cria um pequeno espaço extra para novas parcelas ou para o refinanciamento de contratos antigos.

No entanto, é preciso ter cautela. Embora o crédito consignado seja uma das modalidades mais baratas do mercado, ele continua sendo uma dívida que será descontada diretamente da sua renda antes mesmo de o dinheiro cair na conta. Em 2026, o governo e os bancos estão sendo mais rigorosos na transparência das taxas, exigindo que o custo total da operação fique bem claro para o consumidor.

A grande vantagem deste ano é a estabilização das taxas de juros, que permanecem competitivas em comparação com o cartão de crédito comum ou o cheque especial. Saber usar essa margem com sabedoria pode ajudar a quitar dívidas mais caras e aliviar o peso dos juros no orçamento familiar.

Abaixo, detalhamos como a margem está dividida e o que mudou para quem recebe o BPC ou benefícios acima do piso nacional.

Entenda a divisão da margem de 45%

A regra de ouro do consignado em 2026 mantém o limite total de comprometimento em 45% do valor líquido do benefício. Essa fatia não pode ser usada toda de uma vez para um único empréstimo; ela é dividida em três partes específicas para garantir que o segurado tenha acesso a diferentes tipos de crédito com segurança.

A maior parte, correspondente a 35%, é destinada exclusivamente ao empréstimo consignado convencional, aquele com parcelas fixas. Outros 5% são reservados para o cartão de crédito consignado (RMC) e os últimos 5% para o cartão benefício, que oferece vantagens como descontos em farmácias e seguros.

Para quem ganha o salário mínimo de R$ 1.621, o limite para a parcela do empréstimo convencional passou a ser de R$ 567,35. Se você já tem um empréstimo que consome R$ 500 por mês, por exemplo, agora você tem uma “folga” de aproximadamente R$ 67 que pode ser usada para um novo crédito ou para reduzir o saldo devedor de contratos anteriores.

Regras específicas para quem recebe o BPC

Os beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) também podem contratar consignado em 2026, mas as regras são mais restritas para proteger essa população vulnerável. Diferente dos aposentados, a margem total para quem recebe o BPC é de 35%.

Essa margem é dividida em 30% para empréstimos pessoais e 5% para o uso de cartões. Com o novo mínimo, quem recebe o BPC pode comprometer até R$ 486,30 com as parcelas mensais. É um limite menor, pensado justamente para garantir que o auxílio assistencial continue cumprindo seu papel de prover as necessidades básicas de idosos e pessoas com deficiência.

Vale um aviso importante: o crédito para o BPC tem sido alvo de muitas revisões por parte dos bancos devido ao risco de cancelamento do benefício durante os “pentes-finos” do governo. Por isso, as taxas de juros para esse grupo podem ser ligeiramente diferentes e a oferta de crédito pode variar bastante entre as instituições financeiras.

Juros e o cuidado com as taxas escondidas

O teto de juros do consignado é monitorado de perto pelo Conselho Nacional de Previdência Social. Em 2026, as taxas para o empréstimo convencional giram em torno de 1,60% a 1,80% ao mês. Já para os cartões consignados, os juros são um pouco mais altos, podendo chegar a 2,45% ao mês, mas ainda assim muito abaixo dos cartões de crédito convencionais.

Antes de assinar qualquer contrato este ano, exija o documento que mostra o CET (Custo Efetivo Total). Muitas vezes, a taxa de juros parece baixa, mas o banco inclui seguros e taxas administrativas que encarecem a dívida final. Comparar o CET entre dois bancos é a única forma real de saber qual oferta é mais vantajosa para o seu bolso.

Outra estratégia interessante para 2026 é a portabilidade. Se você tem um empréstimo antigo com juros altos, pode transferir essa dívida para outro banco que ofereça taxas menores. Isso pode reduzir o valor da sua parcela mensal sem que você precise pegar mais dinheiro emprestado, sobrando mais salário livre no fim do mês.

Como consultar sua margem disponível

Para não cair em ciladas ou acreditar em propostas milagrosas que chegam pelo WhatsApp, o melhor caminho é a consulta oficial. Através do aplicativo Meu INSS, você acessa a opção “Extrato de Empréstimo”. Lá, o sistema mostra exatamente quanto da sua margem já está ocupada e quanto ainda está livre para uso.

Esse extrato também lista todos os contratos ativos, o banco responsável e quantas parcelas ainda faltam para quitar a dívida. Ter esse controle em mãos é essencial para evitar o superendividamento. Lembre-se que o INSS nunca telefona oferecendo dinheiro ou pedindo fotos de documentos; se receber esse tipo de contato, desligue imediatamente, pois trata-se de tentativa de fraude.

O uso consciente do crédito é a chave. Em 2026, com o custo de vida ainda elevado, o consignado deve ser visto como um recurso de emergência ou uma forma de trocar dívidas caras por uma mais barata. Nunca comprometa sua margem total se não houver uma necessidade real, garantindo que você tenha sempre uma reserva para imprevistos.

Seria interessante você acessar o Meu INSS agora para conferir se o sistema já atualizou sua nova margem com base no salário de R$ 1.621.

Janaína Silva

Amante da leitura desde sempre, encontrei nas palavras um refúgio e uma forma poderosa de expressão. Escrever é, para mim, uma paixão que se renova a cada página, a cada história contada. Gosto de transformar ideias em textos que tocam, informam e inspiram. Entre livros, pensamentos e emoções, sigo cultivando o prazer de comunicar com autenticidade.

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