Isenção do Imposto de Renda 2026: saiba quem está livre da declaração este ano
Novas faixas de tributação e regras de idade garantem alívio financeiro para milhões de brasileiros e aposentados.
Com a chegada de 2026, as atenções se voltam para o Imposto de Renda, e a grande notícia para este exercício é a ampliação da faixa de isenção. Muitos contribuintes que antes precisavam prestar contas ao Leão agora estão desobrigados, o que representa um aumento real no poder de compra das famílias brasileiras.
A atualização da tabela progressiva busca corrigir distorções acumuladas pela inflação nos últimos anos. Para o cidadão comum, isso significa que salários, aposentadorias e pensões que se enquadram nos novos limites não sofrerão a retenção mensal, nem precisarão de ajustes no momento da declaração anual.
Para os idosos, as regras são ainda mais vantajosas. Existe uma parcela de isenção adicional que beneficia quem já passou dos 65 anos, reconhecendo o aumento natural das despesas com saúde e bem-estar nesta fase da vida. Entender essas faixas é essencial para não pagar imposto indevidamente.
Além dos critérios de renda, existem situações específicas ligadas a condições de saúde que garantem a isenção total, mesmo para rendimentos mais elevados. Estar bem informado sobre esses direitos é o primeiro passo para garantir a justiça fiscal e a proteção do seu patrimônio em 2026.
O novo limite de isenção para 2026
A principal mudança para este ano é o valor do rendimento mensal isento. O governo ajustou as faixas para que quem recebe até dois salários mínimos (considerando o valor atualizado de R$ 1.621,00) fique totalmente livre da tributação. Na prática, rendimentos de até R$ 3.242,00 mensais agora entram na faixa de alíquota zero.
Esse ajuste beneficia principalmente a classe média baixa e os trabalhadores que tiveram reajustes salariais recentes. É importante notar que esse valor considera o rendimento tributável líquido, ou seja, após os descontos previdenciários obrigatórios.
Benefícios exclusivos para maiores de 65 anos
Os aposentados e pensionistas com 65 anos ou mais contam com uma “dupla isenção”. Além da faixa comum a todos os brasileiros, eles possuem um valor extra de R$ 1.903,98 por mês que não sofre tributação sobre os rendimentos de aposentadoria e pensão.
- Isenção Base: Aplicada a todos os contribuintes conforme a tabela vigente.
- Isenção por Idade: Válida a partir do mês em que o contribuinte completa 65 anos.
- Declaração de Ajuste: Mesmo isento, o idoso deve observar se possui bens (como imóveis ou veículos) que ultrapassam o limite de posse exigido pela Receita Federal para a entrega do documento.
Isenção por doenças graves: como funciona
Um direito fundamental, mas pouco divulgado, é a isenção total do Imposto de Renda para aposentados e pensionistas portadores de doenças graves. A lista da Receita Federal inclui condições como neoplasia maligna (câncer), cardiopatia grave, doença de Parkinson, entre outras.
Diferente da isenção por idade, a isenção por doença não possui um limite de valor. Se o benefício for reconhecido, todo o rendimento proveniente da aposentadoria ou reforma fica livre de impostos. Para garantir esse direito, é necessário apresentar um laudo médico oficial emitido por serviço médico da União, dos Estados ou dos Municípios.
Quem ainda é obrigado a declarar em 2026?
Mesmo que o seu rendimento mensal esteja abaixo da faixa de corte, você pode ser obrigado a declarar se o seu patrimônio total (casas, carros, terrenos) somar mais de R$ 800 mil. Outro critério de obrigatoriedade é a obtenção de ganho de capital na venda de bens ou operações na bolsa de valores durante o ano de 2025.
A integração de dados entre bancos e a Receita Federal está cada vez mais eficiente. O uso da declaração pré-preenchida através da conta Gov.br (nível prata ou ouro) é a forma mais segura de verificar se você tem alguma pendência, evitando cair na malha fina por erros de digitação.




