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erros financeiros que você deve evitar para não prejudicar seu futuro

O Bolsa Família é um suporte essencial para muitas famílias brasileiras, funcionando como uma rede de proteção contra a extrema pobreza. No entanto, essa estabilidade é delicada e pode ser facilmente abalada por alguns erros financeiros que devem ser evitados a todo custo. Esses deslizes incluem o uso indevido de crédito, a falta de atenção às regras do programa e a vulnerabilidade a fraudes. O programa deve ser encarado como um verdadeiro escudo, e a disciplina financeira é a chave para manter essa proteção.

A partir de novembro de 2025, garantir que o benefício (que inclui R$ 600 mais adicionais) continue estável depende da prevenção. Um passo em falso pode significar o bloqueio do auxílio, o surgimento de dívidas com juros e, consequentemente, a volta à vulnerabilidade financeira.

Aqui vai um guia com 5 erros importantes que você deve evitar para proteger a função estabilizadora do Bolsa Família.

1. Erro 1: comprometer o benefício com dívidas de juros altos

Um dos maiores riscos financeiros é usar a renda do Bolsa Família como garantia em empréstimos.

A proibição de empréstimo consignado e crédito pessoal

Embora alguns beneficiários do BPC/LOAS consigam acessar o crédito consignado, quem recebe o Bolsa Família deve proteger rigorosamente essa renda de dívidas.

  • Custo: O desconto das parcelas pode comprometer a renda essencial da família por longos períodos, aniquilando o efeito positivo do benefício e gerando **superendividamento**.
  • Prevenção: O Responsável Familiar (RF) deve tratar o benefício como uma quantia intocável para empréstimos e priorizar o pagamento das dívidas existentes usando outras fontes, como **PIS/PASEP** ou **FGTS**.

O uso estratégico do Auxílio Gás/TSEE

Utilizar o Auxílio Gás e a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), que oferece um desconto de 65% na conta de luz, ajuda a reduzir os gastos fixos.

  • Ação: O RF deve garantir que a família tenha acesso a esses benefícios, desviando o dinheiro do Bolsa Família de contas essenciais.

2. Erro 2: a falha cadastral (a perda da fonte de renda)

Um erro administrativo pode resultar na suspensão imediata do auxílio.

Não cumprir a atualização bienal do CadÚnico

O Cadastro Único (CadÚnico) precisa ser atualizado a cada dois anos no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social).

  • Custo: Não atualizar o cadastro é uma das principais razões para o **bloqueio** do Bolsa Família, resultando em perda de liquidez e acesso ao benefício.

O custo de tempo e transporte para resolver o bloqueio

Ir até uma agência da Caixa ou ao CRAS para resolver questões de bloqueio envolve custos que muitas famílias não podem arcar.

  • Prevenção: O RF deve ficar de olho em seu **CadÚnico** e fazer verificações regulares do **CPF** na **Receita Federal**.

3. Erro 3: não usar a Regra de Proteção (o erro da transição)

Esse equivoco está relacionado à falta de uso da ferramenta de transição do programa.

Perder 50% do valor por falta de comunicação

Se a renda da família aumentar (até meio salário mínimo per capita), o RF precisa notificar o CRAS imediatamente.

  • Custo: Se essa comunicação não acontecer, a família pode ser excluída do Bolsa Família, em vez de garantir 50% do valor por 24 meses, conforme a **Regra de Proteção**.

O medo de aceitar o emprego formal

O receio de perder o auxílio pode fazer com que muitos tenham medo de aceitar um trabalho formal.

  • Ação: A **Regra de Proteção** deve ser encarada como um seguro de transição, incentivando o RF a buscar a autonomia financeira.

4. Erro 4: o consumo impulsivo (o desvio do foco essencial)

Esse erro pode atrapalhar a construção de uma Reserva de Emergência.

O Bolsa Família não é para supérfluos

O benefício é destinado a despesas essenciais, como alimentação e saúde.

  • Prejuízo: Usar o Bolsa Família para compras desnecessárias desvia o dinheiro do seu objetivo principal.

O extrato Caixa Tem e a auditoria de gastos

O RF deve utilizar o extrato do Caixa Tem para acompanhar suas despesas e evitar gastos descontrolados, direcionando o que sobrar para sua Reserva de Emergência.

5. Erro 5: falha na segurança (a perda de capital por fraude)

Um dos erros mais graves é a falta de segurança nas informações do programa.

Compartilhamento de senha e o golpe do Pix

Dividir a senha ou códigos de acesso pode levar ao roubo imediato do saldo via Pix, por meio de práticas de Engenharia Social.

  • Prevenção: Jamais compartilhe suas senhas. Utilize um **Cartão Virtual** para compras online e ajuste o limite do **Pix** para o mínimo durante a noite.

O Bolsa Família pede que os beneficiários mantenham uma atitude de prevenção para evitar erros que podem sair caros. Manter-se longe do crédito consignado, garantir que os cadastros estejam em dia e proteger suas informações são maneiras fundamentais de garantir que o benefício continue funcionando como um verdadeiro escudo contra a vulnerabilidade.

Diego Marques

Tenho 21 anos e sou de Sobral (cidade onde foi comprovada a teoria da relatividade em 1919), atualmente, estou terminando a faculdade de enfermagem e trabalhando na redação de artigos, através das palavras, busco ajudar o máximo de usuários possíveis.

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