O otimismo dos industriais brasileiros voltou a cair em setembro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado nesta segunda-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), recuou 1,4 ponto e foi de 46,3 para 44,9 pontos.
Como o indicador segue abaixo dos 50 pontos, linha que separa confiança de pessimismo, o setor industrial acumula 21 meses seguidos nesse patamar negativo — o período mais longo já registrado pela série, iniciada entre 2015 e 2016.
Percepção sobre a economia pesa no resultado
A CNI informou que a retração atingiu todos os componentes do índice, tanto a leitura sobre a situação presente quanto as expectativas para os próximos meses. “Essa queda foi generalizada, verificada em todos os componentes do índice, tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas”, afirmou em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
O item que mais pesou no resultado foi a avaliação dos empresários sobre a economia do país, que recuou 3,6 pontos, de 36,6 para 33 pontos. O Índice de Condições Atuais como um todo, que mede a percepção sobre o momento presente, caiu 2,5 pontos, de 42,7 para 40,2 pontos. Veja o detalhamento:
- Condições atuais: 40,2 pontos, queda de 2,5 pontos;
- Economia brasileira: 33 pontos, recuo de 3,6 pontos;
- Condições das empresas: 43,8 pontos, queda de 1,9 ponto.
Expectativas para os próximos meses também pioram
As perspectivas para os próximos meses seguiram a mesma tendência de piora. O Índice de Expectativas caiu 0,9 ponto, de 48,1 para 47,2 pontos. Dentro dele, a visão sobre o futuro da economia brasileira passou de 39,7 para 39,1 pontos, e a confiança dos empresários no desempenho de suas próprias empresas caiu 1 ponto, de 52,3 para 51,3 pontos. Confira:
- Índice de Expectativas: 47,2 pontos, queda de 0,9 ponto;
- Futuro da economia: 39,1 pontos, recuo de 0,6 ponto;
- Expectativas para as empresas: 51,3 pontos, queda de 1 ponto.
A CNI avalia que as melhoras pontuais registradas em alguns meses de 2026 não foram suficientes para mudar o cenário de desconfiança entre os industriais, que segue disseminado.
A pesquisa de setembro do Icei ouviu 1.186 empresas industriais entre os dias 1º e 8 do mês. Participaram 475 pequenas empresas, 441 médias e 270 de grande porte.
