Aposentadoria em 2026: entenda as novas exigências e regras de transição do INSS
Planejar a aposentadoria em 2026 exige atenção redobrada aos novos critérios de idade e pontuação.
Planejar o descanso após anos de dedicação ao trabalho é o sonho de quase todo brasileiro. No entanto, quem está de olho na aposentadoria agora em 2026 precisa ligar o radar para as atualizações que acabaram de entrar em vigor. Como acontece todo início de ano desde a última reforma da previdência, alguns critérios ficaram um pouco mais rigorosos.
A lógica do governo é realizar uma transição gradual. Isso significa que, a cada virada de ano, a “régua” sobe um pouquinho, exigindo que o segurado tenha alguns meses a mais de idade ou de contribuição para bater a meta necessária. Para quem está no limite do tempo, esses ajustes podem adiar o pedido em alguns meses.
O segredo para não ter surpresas desagradáveis é entender em qual “gaveta” o seu perfil se encaixa. Existem várias regras de transição rodando ao mesmo tempo, e cada uma delas sofreu um impacto diferente neste novo ano. Estar por dentro desses detalhes ajuda a decidir se vale a pena pedir o benefício agora ou esperar um pouco mais para melhorar o valor final.
Informações importantes como estas, que definem o seu futuro financeiro, você acompanha aqui. Nosso objetivo é traduzir o “economês” para que você saiba exatamente onde pisa na hora de lidar com o sistema previdenciário.
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Como funciona a regra da idade mínima progressiva em 2026
Uma das mudanças mais sentidas este ano acontece na regra da idade mínima progressiva. Para quem já contribui há bastante tempo, mas ainda não atingiu a idade total para a aposentadoria comum, esse critério é fundamental. Em 2026, a idade exigida subiu seis meses em relação ao ano passado.
Agora, as mulheres precisam ter, no mínimo, 59 anos e seis meses de idade, além de comprovar pelo menos 30 anos de contribuição. Já para os homens, a exigência passou para 64 anos e seis meses de idade, com o tempo mínimo de 35 anos de pagamentos ao INSS.
Esse aumento gradual vai continuar acontecendo até 2031. O objetivo final é que todas as mulheres se aposentem apenas aos 62 anos e os homens aos 65, independentemente do tempo de contribuição. Se você está nessa trilha, vale conferir se o seu aniversário em 2026 já te coloca dentro da nova faixa permitida.
O novo sistema de pontos e a soma necessária
Outro caminho muito procurado é a regra de pontos, que nada mais é do que a soma da sua idade com o tempo que você trabalhou com carteira assinada ou contribuindo por conta própria. Em 2026, essa soma também subiu um ponto, tornando o acesso um pouco mais demorado.
Para as mulheres, a pontuação necessária agora é de 93 pontos. Isso significa que, se uma mulher tem 30 anos de contribuição, ela precisa ter 63 anos de idade para fechar a conta. Para os homens, o sarrafo subiu para 103 pontos. Com 35 anos de contribuição, por exemplo, o segurado precisaria ter 68 anos de idade.
É importante notar que o tempo mínimo de contribuição (30 para elas e 35 para eles) continua sendo obrigatório. Não adianta ter muitos pontos se não cumprir o tempo de casa. Essa regra é excelente para quem começou a trabalhar muito cedo, pois permite equilibrar uma idade um pouco menor com um tempo de serviço bem longo.
Regras de transição que não mudaram este ano
A boa notícia para quem estava quase “lá” em 2019 é que as chamadas regras de pedágio não sofrem alterações automáticas de idade ou pontos todo ano. Elas continuam sendo uma alternativa sólida para muitos trabalhadores que já estavam no mercado quando as leis mudaram.
No pedágio de 50%, válido para quem faltava menos de dois anos para se aposentar em novembro de 2019, a exigência é apenas cumprir o tempo que faltava mais metade desse período. Não há idade mínima aqui, o que atrai muita gente. Já no pedágio de 100%, você trabalha o dobro do que faltava, mas precisa ter uma idade mínima fixa: 57 anos para mulheres e 60 para homens.
A aposentadoria por idade “comum” também segue o padrão estabelecido nos últimos anos. As mulheres se aposentam aos 62 anos com 15 anos de contribuição, enquanto os homens precisam de 65 anos de idade e, para quem começou a contribuir mais recentemente, 20 anos de pagamentos.
Dicas práticas para não errar no pedido
Antes de clicar no botão de “solicitar benefício” no aplicativo, a recomendação de ouro é utilizar o simulador do Meu INSS. Ele já foi atualizado com as regras de 2026 e mostra exatamente em qual modalidade você está mais perto de se aposentar. Às vezes, esperar dois ou três meses pode significar uma regra mais vantajosa e um salário maior pelo resto da vida.
Outro ponto essencial é conferir se todo o seu tempo de trabalho está registrado corretamente no sistema. Períodos de serviço militar, trabalho rural na infância ou até mesmo processos trabalhistas ganhos na justiça podem aumentar seu tempo de contribuição. Se esses dados não estiverem lá, seus pontos serão menores do que deveriam.
Se você tiver dúvidas complexas, procurar um especialista pode evitar que você aceite um benefício menor por falta de informação. A aposentadoria é uma decisão definitiva em muitos aspectos, e cada detalhe no cálculo de 2026 faz diferença no valor que cairá na sua conta todos os meses.




