Adicional de R$ 150 no bolsa família: saiba como garantir o valor extra em janeiro
O bônus destinado à primeira infância segue como um dos principais reforços no orçamento das famílias brasileiras; entenda quem tem direito.
Garantir o bem-estar das crianças logo nos primeiros anos de vida é uma das prioridades do programa de transferência de renda em 2026. Por isso, o bônus de R$ 150, conhecido tecnicamente como Benefício Primeira Infância, continua sendo depositado este mês para reforçar o caixa das famílias.
Esse valor não é um pagamento único, mas sim um acréscimo mensal para cada criança que se encaixe na faixa etária permitida. Para muitos pais e mães, esse dinheiro extra é o que permite comprar o leite, as fraldas ou garantir uma mistura melhor na hora do almoço.
Diferente do valor base do programa, que é fixo por família, esse adicional é multiplicado pelo número de filhos pequenos. Isso significa que, se você tem duas crianças dentro da idade exigida, o seu benefício mensal terá um aumento de R$ 300 além dos R$ 600 mínimos garantidos.
Em janeiro, a expectativa é que milhões de crianças sejam contempladas em todo o território nacional. No entanto, o depósito não é automático para sempre; ele depende de um acompanhamento rigoroso de saúde e educação que o responsável deve observar com atenção.
Entender as regras é o primeiro passo para não ter surpresas na hora de sacar o dinheiro no caixa eletrônico ou movimentar pelo aplicativo. Vamos detalhar quem pode receber e o que é preciso fazer para manter esse direito ativo em 2026.
Quem tem direito ao bônus de r$ 150 em janeiro
O critério principal para receber o adicional de R$ 150 é a idade. O valor é destinado a famílias que possuem crianças de zero a seis anos (ou seja, até sete anos incompletos). Assim que a criança completa sete anos, o valor migra automaticamente para outra categoria de bônus, que é de R$ 50.
Além da idade, a família precisa estar com o cadastro ativo e a renda por pessoa dentro dos limites do programa. Não é necessário fazer uma nova solicitação específica para este adicional; o sistema do governo identifica a criança pelo Cadastro Único e libera o recurso.
Outro ponto importante é que o benefício é voltado para famílias que já são beneficiárias do programa principal. Ele funciona como uma camada extra de proteção, reconhecendo que lares com crianças pequenas possuem despesas mais altas e urgentes.
Muitas pessoas perguntam se o bônus vale para recém-nascidos. A resposta é sim; desde o momento do registro da criança no CadÚnico, ela já passa a contar para o cálculo do benefício do mês seguinte, garantindo o suporte desde o berço.
Exigências de saúde para manter o pagamento
Para que o governo continue enviando os R$ 150 extras, a família precisa cumprir as chamadas condicionalidades de saúde. A principal delas é manter a carteira de vacinação da criança totalmente em dia, seguindo o calendário nacional estabelecido pelo Ministério da Saúde.
Além das vacinas, as crianças menores de sete anos precisam ser levadas regularmente ao posto de saúde para o acompanhamento do estado nutricional. Isso envolve a pesagem e a medição da altura, para garantir que os pequenos estão crescendo de forma saudável.
Essas visitas ao posto devem ser registradas no sistema do governo. Se a família deixa de levar a criança para essa pesagem obrigatória, o sistema entende que houve descumprimento das regras e pode suspender não só o bônus de R$ 150, mas o benefício todo.
Para as mães que estão amamentando ou gestantes, o acompanhamento médico também é fundamental. Esse cuidado integral é o que justifica o repasse financeiro, unindo a transferência de renda com a prevenção de doenças e a promoção do desenvolvimento infantil.
Frequência escolar e o papel do cadastro único
Mesmo para as crianças pequenas que já estão na escola, existe uma regra de presença. Crianças de quatro a seis anos incompletos precisam ter uma frequência escolar mínima de 60% das aulas. A escola comunica essas informações ao governo periodicamente.
Se a criança começar a faltar muito sem uma justificativa médica ou motivo aceitável, a família recebe advertências. Persistindo as faltas, o bônus pode ser cortado. É uma forma de incentivar que o processo de aprendizado e socialização comece o quanto antes.
Tudo isso só funciona se o seu Cadastro Único estiver impecável. Se uma criança nasceu e você ainda não a incluiu no cadastro, ou se ela mudou de escola e a informação não foi atualizada, o bônus pode demorar a sair ou vir com o valor errado.
A dica é visitar o Cras da sua região sempre que houver qualquer mudança na vida da criança. Levar o CPF dela e a certidão de nascimento garante que o sistema esteja alimentado com dados reais, evitando que a sua família perca o direito ao valor extra por erros administrativos.
Calendário e consulta do valor adicional
O pagamento do adicional de R$ 150 cai no mesmo dia em que o valor base do seu benefício é liberado. O calendário de janeiro de 2026 segue a ordem do último dígito do NIS, começando na segunda quinzena do mês e indo até os últimos dias úteis.
Para consultar se o bônus foi incluído no seu pagamento deste mês, você pode acessar o aplicativo Caixa Tem ou o app oficial do Bolsa Família. Na opção de “extrato de pagamento”, o valor aparece detalhado como “Benefício Primeira Infância”.
Se você mora em uma cidade que decretou situação de emergência ou calamidade pública, o calendário é unificado. Nesses casos, o valor total, incluindo todos os bônus de R$ 150, fica disponível para saque logo no primeiro dia de pagamentos, independentemente do final do seu NIS.
Ficar atento ao extrato é a melhor forma de conferir se todos os seus filhos estão sendo contabilizados. Caso você tenha duas crianças de cinco anos e só esteja recebendo um adicional de R$ 150, é sinal de que precisa procurar o atendimento social para corrigir o erro e garantir o repasse integral.




