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Enamed 2026 é aplicado em todo o país e passa a valer para registro no CRM

O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) foi aplicado em todos os estados do país e no Distrito Federal no domingo (13), avaliando o aprendizado de estudantes de medicina e a qualidade dos cursos brasileiros de graduação na área.

De acordo com o edital do Enamed 2026, a prova foi aplicada nos municípios listados no Portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Exame passará a ser semestral a partir de 2027

Criado pelo Ministério da Educação (MEC), o Enamed será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses a partir de 2027 a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil. O exame tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, entre eles o processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).

Em junho deste ano, o Inep formalizou que o Enamed passou a valer como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação. A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, estabelecida pela Medida Provisória nº 1.370/2026.

Com a mudança, os formados só poderão se inscrever no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para o exercício da profissão de médico no Brasil.

Manual detalha cálculo das notas e conceito dos cursos

Para ajudar os candidatos a entender o que é avaliado, como as provas teóricas são elaboradas e como as notas são calculadas, o Inep lançou o manual “Enamed – Da Matriz de Referência ao Resultado do Participante”. O documento é voltado a estudantes de medicina, profissionais já graduados e instituições de ensino superior responsáveis pelos cursos, reunindo em um só lugar informações de caráter técnico, pedagógico e logístico sobre o exame.

O manual também explica a diferença entre o resultado individual do estudante e o resultado usado para o conceito do curso. Esse conceito não corresponde à média das notas da turma, mas ao percentual de concluintes que alcançaram o nível considerado proficiente, convertido em uma escala de 1 a 5:

  • Conceito 1: menos de 40% de concluintes proficientes;
  • Conceito 2: de 40% a menos de 60% de concluintes proficientes;
  • Conceito 3: de 60% a menos de 75% de concluintes proficientes;
  • Conceito 4: de 75% a menos de 90% de concluintes proficientes;
  • Conceito 5: 90% ou mais de concluintes proficientes.

Segundo o manual, só entram nesse cálculo os concluintes regularmente inscritos pela instituição, presentes ao exame e com resultado válido. Cursos com menos de dez concluintes nessa condição ficam sem conceito (SC). O documento explica ainda como é definido o ponto de corte que separa o nível de desempenho proficiente do não proficiente: nesta edição, a nota de corte foi fixada em 60 pontos na escala do exame.

Outro trecho do manual detalha como as provas são elaboradas, desde a produção dos itens por docentes de medicina selecionados por meio de chamada pública até a montagem final do caderno pelas comissões do Inep.

Locais de prova

Os cartões de confirmação de inscrição no Enamed estavam disponíveis para consulta no site do exame antes da aplicação da prova. No documento constavam informações como número de inscrição, data, horário e local de prova, além de eventuais indicações relativas a atendimento especializado e uso do nome social pelos candidatos.