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Novas regras da aposentadoria em 2026: saiba o que muda e como garantir seu benefício

Entenda as atualizações no sistema de pontos e na idade mínima para quem planeja se aposentar pelo INSS este ano.

O ano de 2026 marca mais uma etapa importante na transição das regras previdenciárias iniciada lá em 2019. Se você está planejando pendurar as chuteiras e começar a receber sua aposentadoria agora, é fundamental entender que os requisitos mudaram um pouquinho em relação ao ano passado.

Essas mudanças acontecem de forma gradual para que o impacto não seja tão brusco, mas exigem atenção redobrada de quem está “no limite” para completar os requisitos. O sistema de pontos e a idade mínima progressiva são os pontos que mais geram dúvidas entre os segurados.

A boa notícia é que, com o novo valor do salário mínimo fixado em R$ 1.621,00, o piso das aposentadorias também subiu. Isso garante que nenhum beneficiário receba menos que esse valor, ajudando a manter o poder de compra diante da inflação.

Além das regras de acesso, o INSS tem focado muito na digitalização dos processos. Hoje em dia, a análise de muitos benefícios acontece de forma automática, o que pode agilizar a concessão se toda a sua documentação estiver correta no sistema.

Preparamos um resumo bem direto para você entender onde se encaixa e o que precisa fazer para não ter o pedido negado ou atrasado por falta de informação.

A regra de pontos subiu novamente em 2026

Uma das formas mais comuns de se aposentar é pela regra de pontos, que soma a sua idade com o tempo total de contribuição. Como essa regra sobe um ponto a cada ano, o sarrafo ficou um pouco mais alto agora em 2026.

Para as mulheres, a pontuação necessária passou a ser de 93 pontos. Já para os homens, a exigência subiu para 103 pontos. É importante lembrar que, para usar essa modalidade, existe um tempo mínimo de contribuição de 30 anos para elas e 35 anos para eles.

Se você está quase chegando lá, vale a pena conferir se possui algum período trabalhado que ainda não consta no sistema, como tempo de serviço militar ou trabalho rural. Cada mês faz diferença na hora de fechar essa conta matemática.

Muita gente se confunde achando que precisa ter uma idade muito avançada para os pontos, mas a mágica aqui é o equilíbrio: se você começou a trabalhar muito cedo, consegue se aposentar com uma idade menor, desde que a soma atinja o objetivo.

Idade mínima progressiva para mulheres

Outra regra que sofreu alteração automática em janeiro de 2026 foi a da idade mínima. Essa modalidade é voltada para quem tem o tempo de contribuição exigido, mas ainda não atingiu a idade para a aposentadoria comum.

Neste ano, a idade mínima para as mulheres subiu para 59 anos e 6 meses. Para os homens, a idade exigida nesta regra de transição passou para 64 anos e 6 meses. Além disso, o tempo de contribuição (30 anos para elas e 35 para eles) continua sendo obrigatório.

Essa escadinha vai continuar subindo até que a idade mínima se estabilize em 62 anos para mulheres e 65 para homens em alguns anos. Se você faz aniversário no primeiro semestre, talvez consiga dar entrada no pedido ainda este ano.

Planejar o momento exato de pedir o benefício é estratégico. Às vezes, esperar apenas seis meses pode significar um valor de benefício mensal consideravelmente maior, devido ao cálculo do fator previdenciário ou das médias salariais.

O impacto do novo salário mínimo no benefício

Com a virada do ano, o valor da aposentadoria mínima passou a ser de R$ 1.621,00. Esse reajuste é automático e vale tanto para quem já é aposentado quanto para os novos pedidos que forem aprovados a partir de agora.

Para quem recebe acima do piso, o reajuste segue o índice de inflação (INPC), garantindo que o valor não fique defasado. É bom ficar atento ao extrato de pagamento de janeiro para conferir se o valor depositado está correto e de acordo com os novos índices.

O teto do INSS, que é o valor máximo que alguém pode receber da previdência, também subiu. Isso é importante para quem contribui sobre salários mais altos e espera uma aposentadoria mais próxima do limite permitido por lei.

Saber exatamente quanto você vai receber ajuda no planejamento das contas fixas e evita surpresas. Lembre-se que o desconto do imposto de renda também pode mudar conforme o novo valor, então sempre confira o valor líquido que cai na conta.

Como preparar a documentação para não errar

A maior causa de atrasos nos pedidos de aposentadoria não é a falta de dinheiro do governo, mas sim a documentação incompleta. O INSS analisa o seu CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), que é como um currículo de todos os lugares onde você trabalhou.

Se houver algum buraco nesse histórico, como uma empresa que não deu baixa na carteira ou um período sem contribuição, você precisa levar as provas. Carteiras de trabalho antigas, carnês de pagamento e contratos de prestação de serviço são fundamentais.

Antes de clicar no botão “pedir aposentadoria” no aplicativo Meu INSS, use a ferramenta de simulação. Ela faz uma varredura em todo o seu histórico e te diz exatamente quanto tempo falta e qual seria o valor estimado do seu benefício hoje.

Se a simulação mostrar que está tudo certo, o processo costuma ser rápido. Caso note alguma divergência, o ideal é agendar uma atualização de dados antes de fazer o pedido final. Ter esse capricho com os papéis garante que o seu merecido descanso chegue sem dores de cabeça.

Janaína Silva

Amante da leitura desde sempre, encontrei nas palavras um refúgio e uma forma poderosa de expressão. Escrever é, para mim, uma paixão que se renova a cada página, a cada história contada. Gosto de transformar ideias em textos que tocam, informam e inspiram. Entre livros, pensamentos e emoções, sigo cultivando o prazer de comunicar com autenticidade.

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