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Contribuição do INSS para donas de casa em 2026: veja valores e como pagar

Quem se dedica exclusivamente ao cuidado do lar pode garantir aposentadoria e auxílios com alíquotas reduzidas; saiba qual plano escolher.

Muitas pessoas que dedicam a vida inteira aos cuidados da família e da casa ainda acreditam que não podem se aposentar por nunca terem trabalhado com carteira assinada. No entanto, a legislação brasileira oferece um caminho seguro para que as donas de casa garantam sua própria proteção financeira em 2026.

O segredo está na categoria de segurado facultativo. Como o próprio nome diz, esse pagamento é opcional, voltado justamente para quem não tem renda própria mas deseja ter os mesmos direitos de quem trabalha fora, como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.

Em 2026, com o reajuste do salário mínimo, os valores dos carnês também mudaram. Planejar esse investimento mensal é uma forma de garantir que, no futuro, você tenha uma renda garantida sem depender exclusivamente de terceiros ou de benefícios assistenciais mais restritos.

Existem três formas principais de contribuir, cada uma voltada para um perfil diferente de orçamento. Escolher a alíquota correta evita que você pague mais do que o necessário ou que acabe perdendo direitos importantes lá na frente.

Abaixo, detalhamos quanto custa cada plano este ano e o que você precisa fazer para começar a pagar e garantir o seu tempo de contribuição junto ao INSS.

As três opções de pagamento para donas de casa

A primeira opção é a mais acessível, conhecida como baixa renda, com alíquota de 5% sobre o salário mínimo. Em 2026, esse valor está em torno de R$ 81,55. Ela é exclusiva para quem está no CadÚnico e possui renda familiar de até dois salários mínimos, dedicando-se apenas ao trabalho doméstico.

Já para quem não se enquadra na baixa renda mas quer pagar pouco, existe o Plano Simplificado (11%). O valor mensal fica em cerca de R$ 179,41. Nessa modalidade, a aposentadoria também é de um salário mínimo e não dá direito à aposentadoria por tempo de contribuição, apenas por idade.

A terceira via é o Plano Normal (20%), onde o valor da contribuição é maior, mas permite que a aposentadoria seja superior ao salário mínimo (dependendo do valor pago). Esse plano é o único que permite utilizar as regras de transição por tempo de contribuição.

É importante frisar que, nos planos de 5% e 11%, você garante todos os benefícios como auxílio-doença e pensão para dependentes, mas a sua aposentadoria final será sempre no valor do piso nacional. Se o seu objetivo é receber mais do que o mínimo, o caminho é a alíquota de 20%.

Requisitos para se aposentar em 2026

Para as mulheres que contribuem como dona de casa, a regra permanente de aposentadoria exige a idade mínima de 62 anos. Além da idade, é necessário ter completado pelo menos 15 anos de contribuição (180 meses pagos) para ter direito ao benefício.

Para os homens que também se dedicam exclusivamente ao lar (donos de casa), a regra é um pouco diferente: a idade mínima é de 65 anos, também com o tempo mínimo de 15 a 20 anos de contribuição, dependendo de quando começaram a pagar.

Manter a regularidade nos pagamentos é fundamental. Se você parar de pagar por muito tempo, pode perder a “qualidade de segurado”, o que significa ficar sem proteção em caso de doença ou necessidade de afastamento imediato.

Mesmo que você comece a contribuir mais tarde, cada mês conta. Em 2026, com o aumento da expectativa de vida, garantir esses 15 anos de pagamentos tornou-se uma estratégia essencial para quem busca envelhecer com mais dignidade e segurança financeira.

Como começar a pagar e gerar as guias

O processo para começar a contribuir em 2026 é totalmente digital. O primeiro passo é fazer a inscrição como segurado facultativo pelo site ou aplicativo Meu INSS. Se você já teve carteira assinada no passado, já possui um número de PIS/NIT e não precisa de um novo cadastro.

Para quem vai optar pela alíquota de 5%, é obrigatório visitar o Cras da sua cidade antes de qualquer pagamento para atualizar o CadÚnico. Sem essa validação, o INSS pode não reconhecer os seus pagamentos e você terá que pagar a diferença depois.

As guias de pagamento (GPS) podem ser geradas mensalmente pela internet ou compradas em bancas e papelarias (o famoso carnê laranja). O vencimento é sempre até o dia 15 de cada mês. Se o dia 15 cair em um final de semana, o pagamento pode ser feito na segunda-feira seguinte sem juros.

Guardar os comprovantes de pagamento, mesmo com tudo sendo digital hoje em dia, ainda é uma boa prática. Eles servem como uma garantia extra caso haja qualquer erro no sistema do governo na hora de somar o seu tempo de serviço para a aposentadoria final.

Benefícios além da aposentadoria

Muitas donas de casa começam a pagar o INSS pensando apenas no futuro distante, mas a proteção começa muito antes. Após 12 meses de contribuição, você já passa a ter direito ao auxílio-doença e à aposentadoria por invalidez, caso sofra algum acidente ou doença que impeça o trabalho doméstico.

O salário-maternidade também é um direito garantido para quem contribui. Se a dona de casa tiver um filho ou adotar uma criança, ela tem direito a receber quatro meses de benefício, o que ajuda muito nas despesas iniciais com o novo integrante da família.

Em caso de falecimento, os dependentes da dona de casa (como filhos menores ou cônjuge) também ficam protegidos pela pensão por morte. É uma segurança que vai além da própria pessoa, estendendo-se para quem ela mais ama.

Contribuir para a previdência em 2026 é, acima de tudo, um ato de valorização do trabalho doméstico. Cuidar do lar exige esforço e dedicação diários, e nada mais justo do que ter esse esforço reconhecido com o direito a uma velhice tranquila e amparada pela lei.

Janaína Silva

Amante da leitura desde sempre, encontrei nas palavras um refúgio e uma forma poderosa de expressão. Escrever é, para mim, uma paixão que se renova a cada página, a cada história contada. Gosto de transformar ideias em textos que tocam, informam e inspiram. Entre livros, pensamentos e emoções, sigo cultivando o prazer de comunicar com autenticidade.

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